Negociação e Gestão

Conhecimentos que fazem a diferença na vida profissional (e também na pessoal)

A opção de começar com cursos de Negociação e Gestão foi feita com base na possível utilidade, no meu conhecimento e experiência nos temas e por gostar de discuti-los. Ouve-se muito por aí, “a solução deve ser negociada”, ou “uma gestão eficiente pode tornar possível fazer mais com menos”, mas as pessoas encarregadas de negociar ou gerir poucas vezes estudaram seriamente estes temas.

Mesmo em cursos universitários de Administração há muito ênfase nas teorias, mas somente em alguns MBAs/cursos de extensão eu tenho visto mais a utilização de estudo de casos. Estudo de casos, na minha opinião, é uma ponte excelente da teoria para a prática. Muitas vezes os cursos formais começam pela teoria para depois ir para o estudo de casos, mas nada impede que as duas coisas sejam feitas mais ou menos em paralelo. É claro que não se recomenda começar com um caso complicadíssimo, mas usar casos simples para demonstrar um item da teoria ajuda bastante a compreensão e posterior utilização do conceito em questão.

A simplicidade não é sinônimo de falta de profundidade: um conceito pode ser válido em uma situação simples e mais facilmente aprendido. Ao se evoluir no tema, os casos passam a ser mais complexos e não necessariamente todos os conceitos que são válidos em uma situação simples serão igualmente válidos em uma situação complexa. Mas se deve aprender primeiro a andar antes de correr: as análises de casos complexos precisam de uma base sólida de conhecimentos adquiridos através da análise de casos mais simples, com número menor dimensões.

Acredito que parte do problema de não aprofundar um dado tema – neste caso estou focando em Negociação e Gestão, mas o mesmo pode se aplicar a outras áreas de conhecimento – é devido (1) à mentalidade “tudo ou nada”: se não se pode ir a um curso em uma escola renomada, então nem se tenta aprender um conceito novo e que demanda mais reflexão e alguma dedicação. O tempo disponível é sempre curto, o dinheiro para investir em estudo é mais curto ainda. (2), o costume de participar de um processo de aprendizagem dirigido e frequentemente não flexível. Mesmo tendo à disposição mecanismos gratuitos de aprendizado à distância,  ter a disciplina para seguir um treinamento por escolha própria e que não produza um certificado que comprove a um terceiro a conclusão de um dado curso não era o caminho preferencial que uma pessoa querendo aprender iria buscar. Mas o mundo está mudando, e rápido. E todos nós devemos considerar as novas possibilidades.

Diplomas e certificados são ainda importantes, sem dúvida, e ainda o serão por algum tempo, mas cada vez mais o que se sabe está se tornando mais relevante do que o que um papel afirma que se sabe. E saber implica em um primeiro momento a aprender, e a seguir ou paralelamente, aplicar o que se aprendeu. Neste caso, fontes relevantes de informação, como cursos online, terão uma função complementar cada vez mais presente no processo de aprendizado. As justificativas para não estudar (e não aprender) deixarão de ser “não tenho tempo” e “não tenho dinheiro” para ser “não achei a fonte certa para o que quero estudar” ou mais drasticamente “não tenho vontade de aprender e ponto”.

Há tantos bons cursos disponíveis gratuitamente em língua inglesa na internet… Mas em português, infelizmente, nem tantos, e também algumas vezes quem quer estudar não sabe direito por onde começar. Que tal começar por aqui?

 

 

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