
Em pleno século 21 ainda estamos baseados em métodos de ensino do século 19. Quando falamos em “curso”, pensamos imediatamente em alguém de pé com um quadro (ou uma projeção de slides na parede, se mais alinhado ao século 20) na frente de uma audiência sentada, que preferencialmente está atenta e toma notas. A atitude da audiência pode ser mais participativa que nos séculos passados, afinal vivemos a era da comunicação, mas o paradigma de “eu falo, vocês escutam” ainda é o dominante na educação.
OK, algumas instituições de ensino e empresas já utilizam meios digitais como complemento de aulas tradicionais, é verdade, mas o foco em geral continua sendo em interações presenciais, um-para-muitos. Acho que como sociedade civil podemos fazer mais e melhor.
Li uma reportagem esta semana que um aluno de escola pública de Minas Gerais passou para uma universidade pública (que apresenta uma maior relação de candidatos por vaga, ou seja, é mais difícil passar) somente estudando com auxílio de cursos online, sem fazer o chamado “cursinho” preparatório. Vários cursos de idiomas estão disponíveis na internet e em apps para smartphones; universidades e escolas colocam o resumo de suas aulas e o material a estudar em sistemas na internet/intranet de suporte ao ensino; a maioria dos alunos faz sua pesquisa nas ferramentas de busca da internet antes de fazer um trabalho escolar ou uma tese de mestrado. Mas o potencial de transformação da educação pelos meios digitais está apenas começando a ser utilizado.
Ninguém sabe ao certo onde esta transformação vai nos levar, ou quais serão os passos seguintes para nos levar até “lá”, mas não se pode ignorar o que está acontecendo. Podemos e devemos levar mais a sério os cursos online e melhorá-los constantemente, para começar. E mudar nossa atitude frente ao aprendizado, buscando proativamente novas fontes de conhecimento, dedicando tempo de qualidade para refletir sobre o que vemos e ouvimos.
Ao trabalho!


Muito legal, Bianca!
Ótima pílula!!!
Parabéns!!
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